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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

maracujá-de-cheiro

Passiflora foetida L. 


Por: Alisson David Lima Braga, Gideão Carvalho da Silva & Leandro de O. Furtado de Sousa





Família: Passifloraceae


Nomes Populares: 

maracujá-fedido, maracujá de cheiro, maracujá de estalo, maracujá do mato, maracujazinho. 

Origem: 

Espécie nativa da América Tropical, porém distribuída por todas as áreas tropicais do mundo.


Distribuição: 

Ocorre em todo o território nacional.


                     


Características: 

Trepadeira herbácea com gavinhas, com pêlos glandulares por toda a planta com forte odor desagradável; Folhas simples, trilobadas, membranáceas, alterno-espiraladas; Flores solitárias, podendo variar de lilás alvacentes à roxas, pediceladas, 3-5 cm de diâmetro, com antese sempre pela manhã, presença de 2-4 brácteas glandulosas persistentes no frutoFruto alaranjado de 1,5-4 cm de comprimento.




Comentários:

Na medicina popular a infusão de suas folhas é utilizada no tratamento de histeria e insônia. Sob a forma de emplastros, loções e pomadas, é utilizada contra erisipela e outras doenças de pele. Na Índia, as folhas são aplicadas na cabeça para o alívio de tonturas e dores de cabeça.

Espécie considerada daninha, invade terrenos baldios, bordas da mata, vegetação costeira, estradas e áreas antrópicas.

É uma planta melífera fornecendo néctar e pólen durante todo o ano para espécies nativas de abelhas.


Seu fruto é comestível.


É uma espécie morfologicamente bastante variável sendo atualmente aceitas onze variedades no Brasil.




Fotos: Leandro Furtado

Referências:

Lorenzi, Harri, Bacher, Luis; Lacerda, Marco & Sartori, Sergio: Brazilian fruits & cultivated exotics. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, p.264, 2006.

Bernacci, L.C.; Cervi, A.C.; Milward-de-Azevedo, M.A.; Nunes, T.S.; Imig, D.C.; Mezzonato, A.C. Passifloraceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB20248>. Acesso em: 14 Fev. 2014.

http://keyserver.lucidcentral.org/weeds/data/03030800-0b07-490a-8d04-0605030c0f01/media/Html/Passiflora_foetida.htm Acesso em: 14 Fev. 2014

http://www.plantasinvasoras.com/plantas/detalhe/p-plt/v-269-passifloraceae-passiflora-foetida-l-var-foetida#descricao Acesso em: 14 Fev. 2014

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Erva-de-Santa-Luzia

Commelina erecta L. 


Por: Rafael Alves Cardoso, Nardella Gardner Dantas de Oliveira & Leandro de O. Furtado de Sousa




Família: Commelinaceae


Nomes Populares: 

Trapoeraba, Andaca, Capoeraba, Erva-de-Santa-Luzia, Maria-mole, Marianinha, Mata-Brasil, Santa-Luzia, 

Origem: 

Espécie nativa da América Tropical, mas também encontrada na África e Ásia.


Distribuição: 

Ocorre em todo o território nacional.

                     




Características: 

Erva semi-prostrada ca. 30-50 cm de altura. Folhas simples, lanceoladas, alterno-espiraladas, invaginantes com bainha fechada mas apresentando um pseudo-pecíolo curto mais visível quando herborizadas. Inflorescência com 3 ou 4 flores; Flores pediceladas, uma sépala dorsal e duas sépalas ventrais, unidas até a terça parte, três pétalas, duas maiores, 7,5mm X 6,1mm, reniformes, ungüiculadas, ápice arredondado, azuis e uma menor, inconspícua, 5,0mm X 1,0mm, elíptica, ápice agudo, alva; Fruto cápsula,5,8mm X 3,2mm, oboval, sépalas persistentes, glabro.




Comentários:

Espécie invasora, infestantes de pomares, lavouras perenes e terrenos baldios.

Floresce o ano todo e por possuir vistosas flores azuis, podem ser utilizadas para fins ornamentais.

É uma planta melífera fornecendo néctar e pólen durante todo o ano para espécies nativas de abelhas.


Na medicina popular é utilizada como diurética, anti-reumática e contra afecções oculares e infecções em geral.


C. erecta pode ser confundida por outras espécies diferindo principalmente por apresentar a bráctea espatácea fechada no dorso e as flores apresentam as 2 pétalas maiores muito próximas, e a terceira muito reduzida.




Fotos: Leandro Furtado

Referências:

Lorenzi, Harri: Plantas daninhas do Brasil. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 4a. ed, p.233, 2008.

Aona, L.Y.S.; Pellegrini, M. O. O. Commelinaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB16912>. Acesso em: 05 Fev. 2014

https://sites.google.com/site/biodiversidadecatarinense/plantae/magnoliophyta/commelinaceae/commelina-sp Acesso em: 05 Fev. 2014

http://www.plantasinvasoras.com/plantas/detalhe/p-plt/v-106-commelinaceae-commelina-erecta-l#descricao Acesso em: 05 Fev. 2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Salsa

Ipomoea asarifolia 

(Desr.)Roem.&Schult.

Por: Erlen Kaline, Adriane Goes & Leandro de O. Furtado de Sousa







Família: Convolvulaceae

Nomes Populares: Salsa, Batatarana, Jetirana, Salsa-brava, Salsa-do-rio.

Origem: Nativa.

Distribuição: Ocorre em todos os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste






Características: 

Erva rastejante ou trepadeira emitindo raízes adventícias. Folhas simples, pecioladas, alterno-espiraladas, comumente reniformes ou cordiformes. Inflorescência axilar com eixo principal que se divide no ápice em 2 ou 4 eixos secundários, dando origem a dicásios. Flores grandes e vistosas, de coloração rósea, curto-pediceladas, cálice persistente no fruto, sendo 2 sépalas externas pouco mais curtas e largas que as 3 internas. Corola alargando-se gradualmente em direção ao ápice. Gineceu com estigma bi-globoso, inclusos no tubo da corola. Fruto cápsula subglobosa. 


Comentários:

É uma planta daninha, muito comum no semi-árido, podendo invadir grandes áreas agricultáveis, terrenos baldios, pasto etc.

Devido suas flores grandes e vistosas possui potencial ornamental apesar de difícil controle de crescimento, é uma espécie útil para contensão de dunas.

É uma espécie tóxica relacionada à síndrome tremorgênica (popularmente conhecida como doença "treme-treme") que acomete ovinos, caprinos e bovinos (RIET-CORREA et al., 2003). As intoxicações ocorrem principalmente nas épocas secas do ano e são estimuladas pela baixa disponibilidade de forragem, tendo em vista que a espécie não apresenta boa palatabilidade o que dificulta a ingestão voluntária em situações onde existe a disponibilidade de forrageiras de qualidade.



Fotos: Leandro Furtado


Referências:

RIET-CORREA, F.; TABOSA I.M.; AZEVEDO E.O.; MEDEIROS R.M.T.; SIMÕES S.V.D.; DANTAS A.F.M.; ALVES C.J.; NOBRE V.M.T.; ATHAYDE A.C.R.; GOMES A.A.; LIMA E.F. Doenças dos ruminantes e eqüinos no semi-árido da Paraíba, Semi-árido em Foco 1(1): p.58-60, 2003.


Abreu Matos, F. J. de; Lorenzi, H.; dos Santos, L.F.L.; Matos, M.E.O.; Silva, M.G.V.; de Souza, M.P. Plantas tóxicas: estudo de fitotoxicologia química de plantas brasileiras. Editora Plantarum, Nova Odessa – SP, p.64. 2011.

Lorenzi, Harri: Plantas daninhas do Brasil. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 4a. ed, p.240, 2008.

Simão-Bianchini, R.; Ferreira, P.P.A. Ipomoea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB7026>. Acesso em: 28 Jan. 2014

http://www.plantasinvasoras.com/plantas/lista?q=&f=fa35e192121eabf3dabf9f5ea6abdbcbc107ac3b&ord=nm Acesso em: 28 Jan. 2014